sexta-feira, 6 de maio de 2011

O fim das oligarquias


(Rio de Janeiro-RJ, 03/11/1930) Nas últimas eleições, tem-se Júlio Prestes como presidente eleito; mas  nunca ocorrera antes uma eleição no Brasil em que a oposição tenha chegado tão perto do presidente "predefinido". Finalmente houve uma movimentação popular contra os oligarcas.

Em Julho do mesmo ano, João Pessoa, candidato a vice presidente da Aliança liberal, é assassinado por crime político (há boatos de que tenha sido crime passional, mas nada foi confirmado), e seu corpo é transportados por várias cidades brasileira, fazendo com que todas parassem em luto.

Em outubro, começa uma revolução no Rio Grande do Sul liderada por Getúlio Vargas, na qual seus membros vão andando até o Rio de Janeiro para depor o presidente. A guarda nacional é acionada, e esperava-se que houvesse uma guerra civil na fronteira entre São Paulo e o Paraná, mas uma junta militar foi formada para evitá-la. O presidente é deposto e o poder é entregue a Vargas.

Enfim, começa um novo tempo de prosperidade na história do Brasil!

O começo da crise


(Rio de Janeiro-RJ, 22/11/1929) No corrente ano, São Paulo acaba com a política do café com leite, indicando o governador de São Paulo, Júlio Prestes, no lugar do de Minas Gerais, Antônio Carlos de Andrada.

Esse novo governo passou a ser apelidado de "política do café puro". A partir dessa quebra de pacto, Minas se une ao Rio Grande do Sul visando uma tentativa de derrubar o estado paulista do poder. Eles conseguem o apoio da Paraíba e formam a Aliança Liberal, indicando Getúlio Vargas como candidato à presidência
 
Nesse ano houve mais uma supersafra; entretanto, o Brasil não conseguiu empréstimos para regular o lucro dos oligarcas em função da crise mundial capitalista ocorrida recentemente. Como consequência, os cafeicultores ficam insatisfeitos com o governo federal; muitos foram os casos de suicídios; falências de muitas fabricas e, portanto, muitas demissões. Assim São Paulo vai perdendo seu respeito sobre o Brasil.

A revolução está, afinal, chegando. Será agora ou nunca a tão esperada derrubarada da república oligárquica! Caso Getúlio chegue ao poder, os coronéis nada poderão lhe fazer, então seja feito o que é certo!

Enfraquecimento da Coluna Prestes

(Rio de Janeiro-RJ, 11/02//1927) Neste exato momento, de acordo com informantes, o grupo se
encontra no noroeste, mas estão perdendo forças.

Eles já passaram por vários estados, principalmente os do interior. Com o passar
do tempo, os integrantes da revolução foram encontrando lugares onde
poderiam criar famílias e muitos foram abdicando da revolta.

No começo, contavam com mais de 1500 pessoas, mas a falta de auxílio as batalhas que têm sido enfrenta, o movimento começou a perder forças. Atualmente, os 600 remanescentes aproximados seguem em direção a Bolívia, apontando uma possível desistência do movimento.

Coluna Prestes

(Rio de Janeiro-RJ, 05/07/1925) A chamada Coluna Prestes conta com lideranças das mais diversas correntes políticas, mas a maior parte do movimento é composta por capitães e tenentes da classe média.

Saindo de Foz do Iguaçu , os bravos tenentes pretendem espalhar ideais como a destituição do Presidente e a imediata reformulação econômica e social do país, pregando a nacionalização das empresas estrangeiras fixadas no Brasil e o aumento de salários de trabalhadores em todos os setores rurais e industriais , além da moralização política .

        

A Fuga Estratégica

(Rio de Janeiro-RJ, 26/07/1923) Após 3 semanas da ocupação da cidade de São Paulo, a guarda nacional foi mobilizada e chegou à área. Os tenentes, liderados pelo major Miguel
Costa, fogem da cidade para evitar confronto direto com o exército da
guarda.

O plano de Miguel Costa, como foi informado, era conduzir a pé os
tenentes a Foz do Iguaçu. Com essa fuga, a guarda nacional
desiste da perseguição, "afinal, para terem fugido dessa forma, não é
nenhum movimento forte, como foi canudos", como afirma um dos soldados da
armada.
 
Fica claro então que, dessa vez, não foi possível atingir o objetivo de
derrubar as oligarquias do poder brasileiro, mas a desistência desses guerreiros também não é esperada. Deixaremos vocês, leitores, informados a cerca de qualquer movimento tenentista que vier a acontecer.

A Volta dos Tenentes

(Rio de Janeiro-RJ, 05/07/1923) Hoje completa um ano desde a primeira revolução tenentista, conhecida popularmente como "os 18
do Forte de Copacabana", movimento que foi duramente reprimida pelo governo federal.

Todos esperavam que, novamente, houvesse uma rebelião nos
quarteis do Rio de Janeiro. Como medida preventiva, o governo mobilizou o exercito da guarda
nacional para garantir a segurança da capital federal.

Porém, o governo foi ingênuo ao tomar tal atitude; afinal, os
tenentes já esperavam tal ação, e planejaram um ataque inesperado:
Realizaram o movimento sobre a cidade de São Paulo, o centro econômico
do país. Com a adesão da maioria dos militares dos quarteis paulistas,
o movimento se tornou mais eficaz que o realizado no Rio de Janeiro.

Aparentemente, os tenentes tomaram total controle sobre a cidade. Isso
pode representar finalmente a vitória sobre o governo, e
uma possível “salvação do Brasil". Não se sabe até quando
essa ocupação será mantida, mas continuaremos a
cobrir as notícias da região.

                                                Tenentes no controle de SP

A Batalha tem um Fim

(Rio de Janeiro-RJ, 06/07/1922) Como relatado em nossa ultima reportagem a respeito da batalha do Forte de Copacabana, os militares de baixa patente revoltaram-se em relação à posse de Arthur Bernardes, subindo o morro com o intuito de invadir o palácio do presidente.

Em represália, as tropas presidenciais ameaçaram atacá-los e sugeriram que se rendessem. Muitos cederam à imposição, sendo presos e levados para cumprir pena no Acre.

Entretanto, um grupo de 17 revoltosos aliados a um civil decidiram continuar a revolta, mesmo sozinhos, e saíram a marchar armados pelas ruas do Rio de Janeiro. O exército presidencial logo os alcançou e matou 16 deles, sobrando apenas dois sobreviventes, tendo assim o fim da revolta dos 18 do Forte de Copacabana.

Os dezoito guerreiros em sua caminhada

terça-feira, 3 de maio de 2011

Militares de baixa patente tentam depor novo presidente

( Rio de Janeiro-RJ, 05/07/1922) Hoje, é a posse de Artur Bernardes na Presidência da República, mas desde ontem o Rio de Janeiro e o Brasil estão impressionados com o movimento dos oficiais de baixa patente que estão aquartelados no Forte de Copacabana.

Os jovens oficiais são aliados do Governo que sai, comandado por Euclides Hermes da Fonseca. Desde ontem, 4 de julho, foram escavadas trincheiras desde o portão do Forte de Copacabana até o farol minando o terreno de ação para combater os revoltosos.

Não se tem ideia ao certo quanto tempo durará a batalha entre os grupos, mas continuaremos acompanhando os acontecimentos. Fiquem atentos a nossa cobertura em tempo real.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Revolta em quartéis gera grande repercussão

( Rio de Janeiro-RJ, 25/03/1922) Este mês está sendo marcado pela instalação do movimento do Tenentismo. Vem sendo chamado assim a série de rebeliões nos quartéis brasileiros feitas por jovens oficiais de baixa patente . O movimento argumenta que é necessário fazer uma nova constituição para o Brasil. Eles querem a deposição do Governo Federal.

“Nós queremos o fim da hegemonia dos políticos corruptos ligados ao meio rural. Queremos o fim deste jogo e que tenhamos uma democracia com o voto secreto”, disse um dos porta vozes do movimento que preferiu o anonimato.

Eles também buscam uma melhoria na educação, uma verdadeira reforma educacional que venha a dar uma efetiva inserção internacional do Brasil.